Fábio Teixeira transforma um verão difícil em 19 músicas e leva a sua escrita para o universo musical

O autor lançou os álbuns “Sentimentos” e “Histórias de Amor”, dois projetos que reúnem letras escritas durante o verão de 2026. Sem cantar ou interpretar qualquer tema, Fábio Teixeira encontrou na música uma nova forma de divulgar o seu trabalho literário e chegar a públicos que nem sempre se aproximam dos livros.


Fábio Teixeira encontrou na música uma nova forma de fazer aquilo que o acompanha desde os 16 anos: escrever. O autor lançou os álbuns “Sentimentos” e “Histórias de Amor”, dois projetos compostos por 19 músicas, cujas letras foram integralmente escritas por si durante o verão de 2026, um período particularmente difícil que acabou por servir de impulso à criação artística.

A passagem da escrita para a música não nasceu, contudo, de uma ambição de carreira musical. O objetivo é outro e o próprio autor não deixa margem para dúvidas: utilizar as ferramentas atualmente disponíveis para promover os seus textos, conquistar novos públicos e despertar o interesse pelos seus livros.

A ideia partiu de dois amigos que o incentivaram a experimentar novas formas de divulgar o seu trabalho. Um deles encontrou uma expressão que acabaria por convencer o escritor a avançar: «Nem toda a gente lê, mas toda a gente ouve música». A frase sintetiza a estratégia que está na origem dos dois álbuns e a vontade de levar a escrita para além dos formatos tradicionais.

O processo começa com Fábio Teixeira a escrever as letras, que depois envia aos dois amigos. São eles que recorrem a ferramentas de inteligência artificial para criar diferentes versões musicais a partir dos textos. O autor ouve as propostas que lhe são apresentadas e escolhe a interpretação musical que considera mais adequada àquilo que pretende transmitir. O mesmo método é aplicado à componente visual dos projetos: os amigos desenvolvem as capas e a identidade estética dos álbuns, cabendo-lhe selecionar as versões de que mais gosta.

Fábio Teixeira faz questão de esclarecer o seu papel neste processo. Não canta, não interpreta as canções nem se apresenta como cantor. A sua participação está centrada na criação das letras e na escolha das versões musicais que melhor correspondem à sua visão. As músicas estão licenciadas em seu nome, uma vez que é o autor dos textos que lhes dão origem.

Mais do que uma experiência tecnológica, o escritor vê esta abordagem como uma extensão natural do seu trabalho. As ferramentas de inteligência artificial permitem-lhe explorar outras possibilidades de apresentação dos textos, sem que a música substitua a escrita ou altere o seu principal propósito enquanto autor.

Os dois álbuns partem de uma matéria que atravessa grande parte da sua produção literária: as emoções, as relações humanas, as perdas, os desencontros e as diferentes fases pelas quais as pessoas passam ao longo da vida. São temas reconhecíveis, com os quais diferentes ouvintes se podem identificar, e que Fábio Teixeira procura transformar em canções capazes de acompanhar quem as ouve.

O autor admite que recorre às próprias emoções e vivências como matéria-prima para a criação. É um método que o acompanha desde que começou a escrever e que mantém nesta nova etapa. Em vez de separar a experiência pessoal do processo criativo, utiliza aquilo que vive e sente como ponto de partida para construir textos que possam encontrar significado na experiência de outras pessoas.

O verão de 2026 foi particularmente exigente, mas a escrita acabou por funcionar como uma forma de canalizar esse período. As 19 letras nasceram nesse contexto, dando origem a dois trabalhos com identidades próprias. “Sentimentos” e “Histórias de Amor” não representam, assim, uma mudança de profissão, mas uma nova maneira de apresentar ao público o universo emocional que já caracteriza a escrita do autor.

Apesar da dimensão musical do projeto, Fábio Teixeira mantém os livros no centro dos seus objetivos. A ambição passa por chegar ao maior número possível de pessoas e, sobretudo, transformar essa visibilidade em interesse pela leitura. O autor reconhece que a música pode funcionar como uma porta de entrada para o seu trabalho, permitindo que alguém que nunca tenha lido um dos seus textos descubra primeiro as letras através de uma canção e, mais tarde, procure os livros.

Esta estratégia surge numa altura em que o escritor tem reforçado a presença do seu trabalho nas redes sociais, onde vários dos seus textos alcançam públicos interessados em temas como o amor, a ausência, as relações e a forma como as experiências pessoais influenciam a vida de cada um.

Recentemente, Fábio Teixeira lançou “Que se Foda o Amor” e “Quem Ama Cuida”, duas obras que reúnem textos que têm conquistado visibilidade nas redes sociais. Os livros prolongam uma escrita assente nas emoções e nas vivências humanas, aproximando-se de leitores que encontram nesses textos situações e sentimentos que reconhecem como seus.

A entrada no universo musical segue, portanto, uma lógica semelhante àquela que tem orientado o percurso literário do autor: criar a partir da experiência, encontrar formas de comunicar com o público e procurar novos espaços de divulgação. A diferença está agora no formato e na possibilidade de alcançar pessoas que talvez não descobrissem a sua escrita através de um livro.

Com “Sentimentos” e “Histórias de Amor”, Fábio Teixeira não pretende afirmar-se como intérprete nem construir uma carreira enquanto cantor. A música é, acima de tudo, um meio de divulgação. As letras continuam a ser o ponto de partida, a escrita permanece no centro do projeto e os livros continuam a ser o principal objetivo comercial do autor.

Os dois álbuns encontram-se disponíveis em todas as plataformas digitais, permitindo ao público conhecer as 19 músicas que nasceram de um verão difícil e que representam mais uma tentativa de Fábio Teixeira levar a sua escrita a novos leitores. Desta vez, o caminho faz-se através da música, com a convicção de que uma canção também pode despertar a vontade de abrir um livro.



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